A.D. Oliveirense – C.C.D. Santa Eulália – 16.ª Jornada
(INICIADOS)
Ficha de Jogo:
Local: Estádio da Ribes
A.D. Oliveirense vs. C.C.D. Santa Eulália
C.C.D. Stª Eulália: Ricardo;Paulo,Simão,Barbosa,Fábio;Vitinha,Diogo,Junior;Zé Pedro,Jorge,Vaz
Jogaram ainda: Piscas; Carlos; Alexandre
Ao intervalo: 0 – 0
Resultado Final: 1 – 0
Comentário à partida por João Pedro Ferreira, técnico do Santa Eulália:
“Sabíamos que vencer este jogo era fundamental uma vez que se tratava de um adversário direto na luta pela manutenção. Entrámos mal em campo, sem vontade e com pouca agressividade, a jogar com as linhas demasiado recuadas, permitindo que o adversário tivesse o domínio do jogo. No final da primeira parte, conseguimos subir no terreno e equilibramos o jogo o que nos levava para o intervalo mais confiantes. A verdade é que entramos na segunda parte e sofremos um golo, por culpa própria, porque entrámos em campo mais uma vez com os índices de concentração baixos. Pouco depois, ficamos sem um jogador devido a expulsão, e em inferioridade numérica foi muito mais difícil reagir. Fazendo uma analise à nossa prestação, considero que foi razoável do ponto de vista técnico-tático. Do ponto de vista defensivo, evidenciamos alguma organização; contudo, faltou-nos agressividade. No momento ofensivo, tivemos mais dificuldades. Os jogadores foram estáticos, tiveram pouca capacidade de ter a bola, e com isso não conseguimos desposicionar o adversário e criar ocasiões de golo. A dimensão do jogo em que fomos mais fracos foi do ponto de vista mental. Precisámos de ser muito mais ambiciosos, de ter muito mais vontade de fazer as coisas bem e de vencer jogos. Enquanto para nós uma derrota for sinónimo de festejo, enquanto não sentirmos uma derrota como tal, nunca iremos ter vontade de vencer. Por último, e referindo-me agora à Associação Desportiva Oliveirense, não entendo o porquê de treinadores e dirigentes cultivarem em miúdos o uso do antijogo, de tal forma a tornar-se insultuoso para com o adversário. Depois de fazerem o golo, e colocarem-se em vantagem no marcador, assistimos a atitudes lamentáveis por parte das pessoas desse clube, na demora em colocar bolas em campo e na simulação de lesões dos miúdos. Estamos a falar de futebol de formação e como treinadores somos, acima de tudo, formadores de cidadãos no futuro. Não são estes os valores a cultivar nos miúdos, na minha maneira de ver. Mas já sabemos que o fair-play é uma treta em muitas instituições, facto que é lamentável.”