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  2013-05-28
Treinadores da Formação em entrevista
Acabada a época, é agora altura de analisar o ano das Camadas Jovens do C.C.D. Santa Eulália. Os cinco treinadores principais da formação do C.C.D. Santa Eulália falam sobre a prestação das suas equipas, bem como do papel do Departamento Juvenil para o bom momento que o clube está a passar.

Que comentário tem sobre a prestação da sua equipa nesta época?

Rui Neto (Benjamins): Foi uma época positiva, pois todos os miúdos evoluíram imenso ao longo da época. Quisemos jogar um bom futebol e isso aconteceu na maior parte dos jogos, apesar da classificação não ser a melhor nem corresponder àquilo que jogamos. Lembro que perdemos jogos muito a conta do físico, porque neste escalão não se trabalha a força, mas sim a técnica. Chegamos ao fim da época completamente satisfeitos com o que vimos, em comparação com o inicio de época e com o agora final de época.

Hugo Oliveira (Infantis): A prestação da minha equipa foi extraordinária em todos os sentidos, devido à qualidade e identidade de jogo que conseguimos criar e que os miúdos conseguiram expor todas as semanas, jogo após jogo, que culminou com a disputa até ao final pelo título, que não conseguimos conquistar, mas ficamos em 2.º lugar a somente quatro pontos do campeão, o que é a melhor classificação de sempre do clube neste escalão, onde em 24 jogos tivemos 21 vitórias, dois empates e somente uma derrota. Portanto, a avaliação global da época só pode ser muito boa, os miúdos estão de parabéns pela grandiosa época que realizaram.

João Pedro Ferreira (Iniciados): Se analisarmos a época do ponto de vista do objetivo proposto, não tivemos uma boa prestação, pois descemos de divisão quando a meta a atingir passava pela manutenção. Sempre tivemos noção das dificuldades que iríamos encontrar, a nossa série foi muito complicada, uma vez que era composta por equipas mais experientes. Relembro também que, até dezembro, as condições de treino não foram as ideais. Treinamos durante três meses num pavilhão devido à instalação do nosso sintético, o que nos dificultou imenso o trabalho, mas interessa reter que foi um sacrifício que valeu a pena em prol da melhoria das condições do clube, das quais nos orgulhamos. Apesar das dificuldades, considero que podemos retirar aspetos positivos da nossa campanha. No futebol juvenil, acima de tudo, devemos cultivar valores importantes naqueles que vão ser os nossos cidadãos e homens do futuro e, nesse aspeto, congratulamo-nos por podermos fazer um balanço positivo. Do ponto de vista futebolístico, temos um sentimento de dever cumprido, pois temos miúdos que evoluíram as suas capacidades para patamares elevados. A maioria dos que sobem aos juvenis tem capacidade para a exigência, que é subir de escalão. Os que vão continuar nos iniciados têm muitas qualidades, que sentimos poder continuar a potenciar.

Domingos Ribeiro (Juvenis): Em princípio pensei que iríamos ter uma época muito difícil, tudo derivado à falta de terreno de treinos e com um maior numero de miúdos que compareceram aos trabalhos iniciais. A escolha do grupo de 25 miúdos para a época foi muito difícil, mas penso que foi acertada, já que tivemos um grupo humilde, trabalhador e, mais que tudo, unido através de uma camaradagem que mais parecia uma família. Com tudo isto, com as divergências iniciais que tivemos com as instalações escassas, com certeza superamos todas as expectativas, fazendo um campeonato tranquilo e com boas exibições e fazer pontos suficientes para ficarmos bem classificados na tabela, mas para isso foi preciso fazer muito trabalho de grupo e muito sacrifício. De salientar foi  a festa de fim de época entre os miúdos e familiares, foi o culminar de uma boa época com esta família desportiva.

Miguel Lopes (Juniores): Foi uma época bastante irregular da nossa parte. Tivemos muitos altos e baixos, nem sempre conseguimos imprimir o nosso futebol e a nossa qualidade. Construímos um plantel com muita qualidade individual, mas nem sempre conseguimos mostrar o potencial a nível coletivo. Tivemos um início atribulado, com muitas derrotas fora de portas e sem muitas condições de treino, mas isso não era desculpa, pois tínhamos de estar preparados. Depois tivemos uma fase em que conseguimos dar a volta; começamos a ganhar e a subir na classificação mas, mais uma vez, houve uma quebra, o que não nos permitiu ir mais longe. Nem sempre fomos uma equipa, quase sempre andamos desencontrados, assumo a responsabilidade, pois quem tinha o dever de motivar e de juntar o grupo era eu. Assumo que também falhamos os nossos objetivos, mas há que acreditar nas coisas boas que se fez e aproveitar as más pra não voltar a errar. Este grupo tem uma qualidade tremenda e merecia mais um pouco, mas o sucesso está no querer e na vontade, não basta ter qualidade quando não temos o resto...

 

Como avalia o trabalho vindo a desenvolver no Departamento Juvenil do clube?

Rui Neto (Benjamins): O trabalho desenvolvido em redor da formação tem sido muito bom. Surgiram novas e boas ideias ao longo do ano, como o Torneio de Escolinhas. Na minha opinião, e comparando com as camadas jovens do C.C.D. de anos anteriores, este foi o ano em que a direção trabalhou mais em redor da formação, pois criaram-se as condições necessárias para as camadas jovens evoluírem e andou-se sempre por perto, o que para nós, treinadores, é positivo, porque nos sentimos mais à vontade para realizar o nosso trabalho.

Hugo Oliveira (Infantis): O trabalho desenvolvido no Departamento Juvenil tem vindo a melhorar e acho que esta época foi mais uma época positiva no seu desenvolvimento. Acho que foi uma época em que o clube esteve mais organizado na formação e onde existiu sempre uma preocupação e interação com os elementos diretivos e onde houve diretores sempre presentes e prontos a resolver todos e quaisquer problemas que se apresentaram nos diversos escalões. Acho que é uma área que ainda pode melhorar, pois o clube dispõe agora de boas condições de trabalho para tal.

João Pedro Ferreira (Iniciados): Na minha opinião, tem sido de muita qualidade, tal como em todo o clube. E, para tal, o campo de relva, e com ele a melhoria de condições de treino, e a boa organização de trabalho são fundamentais. A forte comunicação entre as equipas técnicas e a direção, em especial com o Dr. Simão Pedro, vice-presidente para as camadas jovens, e o seu acompanhamento próximo aos diferentes escalões, têm sido muito importantes. Congratulo também a jornalista do clube, pelo seu excelente trabalho na comunicação e multimédia. A remodelação do site do clube, com especial foco nas camadas jovens, e a criação do Facebook oficial do Departamento Juvenil contribuem também para o nosso desenvolvimento. Somos um clube diferente, temos gente empenhada, mas tenho a certeza que não vamos parar por aqui, vamos continuar a evoluir.

Domingos Ribeiro (Juvenis): A minha avaliação sobre o Departamento Juvenil é que vem a desenvolver um trabalho muito positivo, dadas as circunstâncias e o difícil começo de época. Já que também é um departamento jovem, mas com pessoas capazes de fazer um bom trabalho, tenho certeza que daqui para a frente tudo irá melhorar com mais tranquilidade.

Miguel Lopes (Juniores): Tem sido realizado um trabalho notável. A cada passo se nota muito mais o apoio e a dedicação às camadas jovens. Os miúdos sentem que existe alguém preocupado com eles, sentem que podem vir a ser úteis. Depois, existe uma maior divulgação do que é o C.C.D. nas redes sociais e isso entusiasma quem trabalha semanalmente. Cada vez o clube está mais perto de cada escalão de formação.

 

Sente que há miúdos com potencial para ficarem entre os graúdos?

Rui Neto (Benjamins): Sim. Os miúdos que transitam de Benjamins para Infantis têm muita qualidade e gostam imenso de trabalhar. Tendo em conta o que os Infantis fizeram durante esta época, estes miúdos são os jogadores ideais para criarem um grupo trabalhador e com muita qualidade parecido com o que foi o deste ano.

Hugo Oliveira (Infantis): Acho que sim. Há bons jogadores em todos os escalões do clube, que até tem despertado a cobiça de outros clubes importantes. São atletas que terão que continuar a ser trabalhados e, na devida altura, ser aproveitados para a equipa sénior, pois cada vez mais todos os clubes têm que olhar mais para a sua formação. No global, há potencial no clube, e se lhes for dada uma oportunidade, com certeza mostrarão o seu valor.

João Pedro Ferreira (Iniciados): A realidade atual do nosso país, do ponto de vista financeiro, atinge também o futebol. Por isso, o futuro estará reservado a uma aposta mais forte em jogadores da formação. O C.C.D. Santa Eulália não deverá fugir à regra, até porque. com a evolução nas condições de trabalho e com o empenho de todos, as qualidade das nossas camadas jovens aumentará. Penso que acima de tudo temos de fomentar aos miúdos a paixão de fazerem parte deste clube e fazer com que se identifiquem com o mesmo. Desta forma, futuramente vamos ter jogadores da formação nos nossos seniores.

Domingos Ribeiro (Juvenis): Com o grupo que orientei, com miúdos com vontade de trabalhar e com qualidade, tenho a certeza que teremos daqui a uns anos alguns futuros jogadores do C.C.D. É lógico que não podem ser todos, mas há muita qualidade na formação.

Miguel Lopes (Juniores): Claro que sim. Trabalhamos muito com esse intuito, sabendo das dificuldades que é entrar num plantel de seniores que disputa um campeonato a nível nacional, mas que a qualidade existe, isso existe. Sei que as pessoas andam atentas e isso deixa-me feliz. Prova disso é que, no final do campeonato, já iremos colocar atletas a treinar com os graúdos. O potencial desses atletas é enorme e eles agora têm de aproveitar e desfrutar ao máximo a oportunidade.

 

O que é para si, neste momento, o C.C.D. Santa Eulália?

Rui Neto (Benjamins): O C.C.D., neste momento, é uma instituição muito grande que virá a ser a maior de Vizela. O C.C.D. é um clube de pessoas apaixonadas e trabalhadoras que tentam fazer sempre o melhor em redor da comunidade eulalense. O C.C.D. é um clube que ainda vai crescer muito mais, e peço às pessoas que neste momento estão a frente do clube para nunca o abandonarem, porque quando os eulalenses se ligarem mais ao clube este ainda vai ser maior.

Hugo Oliveira (Infantis): Para mim, que já cá estou há cinco anos, é com orgulho e prazer que verifico a evolução que o clube tem tido de ano para ano. O clube passou de regional a ser um clube reconhecido nacionalmente. E um clube que cada vez mais é respeitado, mas por outro lado também tenho sentido uma certa inveja por parte de outros clubes pelo bom momento que o nosso clube atravessa e pelas condições que agora dispõe. É um clube que está a crescer de dia para dia, a olhos vistos, e espero que este crescimento não pare por aqui porque as pessoas do clube merecem, pelo muito tempo e trabalho que dedicam ao clube.

João Pedro Ferreira (Iniciados): Mantendo esta estrutura e organização será sempre, acima de tudo, um exemplo. Somos conhecidos por ser um clube sério e cumpridor, o que nos dá credibilidade e estatuto. É ambição, porque vejo nas pessoas do clube vontade de continuar a evoluir e crescer para chegar ao topo. Para mim, pessoalmente, o C.C.D. Santa Eulália é um sonho concretizado. Foi este clube que me abriu as portas para começar nesta tarefa de treinador. O nosso clube é um clube de oportunidades e eu aproveito ao máximo a que me foi oferecida, pois desfruto e vivo intensamente aquilo que faço. C.C.D Santa Eulália é também isto, intensidade. Todo o clube vive com intensidade o seu projeto, do qual me congratulo por fazer parte.

Domingos Ribeiro (Juvenis): O C.C.D. Santa Eulália, que até aqui era uma equipa de freguesia, agora é uma instituição de topo, que já é recomendada,  procurada para ser usufruída (isto na formação), com as instalações maravilhosas que tem. No global, com as pessoas que trabalham no clube, bem orientado pelo excelente presidente, o C.C.D. já é um grande clube a nível nacional.

Miguel Lopes (Juniores): O C.C.D. para mim, neste momento, já é mais do que um clube. É uma instituição que tenta sempre dar o máximo de si a quem nela está. Trabalha-se com o máximo de empenho e dedicação, sempre com a intenção e objetivo de levar o clube e as pessoas que nele estão o mais longe possível. Já não podemos ver o C.C.D. como um clube qualquer. Ganhou o seu espaço e respeito futebolístico, tanto a nível distrital como nacional e com o passar do tempo criou as maiores e melhores condições de trabalho, e isso reflete-se nos resultados obtidos. Ainda existe alguma trabalho pela frente, mas com pessoas capazes e com vontade tudo se consegue. Uma vila com 6 ou 7 mil habitantes não pode ter só 300 sócios. As pessoas deviam chegar mais perto do clube assim como o clube leva o nome da vila o mais longe possível.  Deve dar-se o mérito a quem o temos de dar e reconhecer o trabalho realizado por esta direção liderada pelo Prof. Carlos Faria, custe a quem custar. Deixo desde já os meus parabéns e votos que continue este trabalho por muitos anos.






















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